Autossabotagem: O que é e como você pode vencê-la
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Você já sentiu que está indo bem, mas de repente faz algo que te puxa pra trás? Como se uma parte de você mesmo estivesse sabotando seu progresso? Pois é… isso tem nome: autossabotagem. E embora pareça algo invisível, ela é mais comum (e destrutiva) do que parece.

É como se existisse uma voz interna sussurrando: “Você não é bom o bastante”, “Você vai fracassar de novo”, “Melhor nem tentar”. Essa voz, muitas vezes disfarçada de prudência ou autocrítica, é o que impede muita gente de sair do lugar — mesmo tendo potencial de sobra para brilhar.

Falar sobre autossabotagem é urgente, porque enquanto ela age silenciosamente nos bastidores da mente, você perde tempo, energia e oportunidades. Mas calma: o fato de você estar aqui, lendo este artigo, já mostra que quer virar esse jogo. E a boa notícia é que dá pra vencer a autossabotagem com consciência, prática e as ferramentas certas — como a PNL, a Psicologia Positiva e o Mindfulness.

Vamos juntos nessa jornada?

O que é autossabotagem?

A autossabotagem é um comportamento em que, de forma inconsciente, a pessoa age contra os próprios interesses, objetivos ou bem-estar. Sendo assim, é como andar com o freio de mão puxado — você quer ir, mas algo dentro de você te segura.

Esse comportamento nasce, na maioria das vezes, de padrões mentais criados na infância, por experiências negativas, críticas constantes, comparações e traumas. A mente, tentando te proteger da dor, acaba criando mecanismos de defesa que, no fundo, te limitam. Medo do fracasso, do sucesso, da rejeição… tudo isso pode estar por trás do impulso autossabotador.

Esses padrões formam o que chamamos de crenças limitantes, e é aí que entra a importância de olhar para dentro, com carinho, curiosidade… e sem julgamento.

Como a autossabotagem se manifesta no dia a dia

Você pode não perceber de cara, mas a autossabotagem se disfarça muito bem. Ela aparece quando você:

  • Procrastina o que mais importa.
  • Desiste logo antes das coisas começarem a dar certo.
  • Se envolve em relacionamentos que te puxam pra baixo.
  • Se cobra de forma excessiva.
  • Fica preso em ciclos de autocrítica, perfeccionismo ou medo de julgamento.

No fundo, a autossabotagem é movida por um sentimento de não merecimento, um tipo de autoimagem distorcida onde você acredita que não é capaz, não é suficiente ou não é digno ou digna de alcançar o que deseja.

E aí, quanto mais você se identifica com esse padrão, mais ele se reforça. A boa notícia? A mente pode ser reprogramada.

O papel da PNL na superação da autossabotagem

A Programação Neurolinguística (PNL) é uma abordagem prática e transformadora que mostra como nossos pensamentos, linguagem e comportamentos formam padrões mentais — e como podemos reestruturar esses padrões para conquistar mudanças duradouras.

1. Como os padrões linguísticos moldam a realidade interna

A forma como você fala consigo mesmo importa. E muito.

Frases internas como “eu nunca consigo“, “isso não é pra mim“, “eu sou péssimo nisso” funcionam como comandos diretos ao cérebro. Assim, mesmo que você não perceba conscientemente, a mente capta essas mensagens e passa a agir com base nelas. É como se sua linguagem definisse o roteiro do seu comportamento — e, portanto, da sua vida.

A PNL ensina a identificar essas falas automáticas e substituí-las por frases mais conscientes, propositivas e alinhadas com os seus objetivos. Ou seja, um simples “estou aprendendo” no lugar de “sou ruim nisso” já muda tudo.

A verdade é que a linguagem não apenas descreve sua realidade — ela constrói sua experiência interna.

2. Reprogramação mental: crenças fortalecedoras vs. limiting beliefs

Por trás da autossabotagem, quase sempre existem limiting beliefs — ideias que você aceitou como verdade em algum momento da vida (geralmente na infância), e que hoje ainda operam como filtros inconscientes. Coisas como:

  • “Eu não sou bom o suficiente.”
  • “Sempre que tento algo novo, eu fracasso.”
  • “Não sou digno de sucesso.”

Essas crenças funcionam como “muros mentais” que barram sua evolução. E o problema é que, como são inconscientes, você nem percebe que estão lá.

A PNL ajuda a tornar essas crenças visíveis e, o mais importante, a ressignificá-las. A ideia não é “fingir” que o problema não existe, mas sim reprogramar o significado que você deu a certas experiências, substituindo essas verdades limitantes por novas crenças fortalecedoras, como:

  • “Eu posso aprender com cada desafio.”
  • “Meu valor não depende do julgamento dos outros.”
  • “Eu mereço crescer e prosperar.”

E tudo isso pode começar a acontecer mexendo nas representações mentais. É aí que entram as modalidades e submodalidades da PNL.

3. Modalidades e submodalidades: reprogramando sua percepção interna

A PNL parte do princípio de que nós processamos o mundo através de sistemas representacionais — as chamadas modalidades: visual, auditivo, cinestésico, olfativo e gustativo. Os três primeiros são os mais utilizados na maioria das nossas experiências internas.

Agora vem a parte poderosa: cada uma dessas modalidades tem submodalidades — características específicas que moldam como você experiencia aquilo internamente.

Por exemplo:

  • Uma memória visual pode estar colorida ou em preto e branco, próxima ou distante, clara ou embaçada.
  • Um som pode ser interno ou externo, agudo ou grave, rápido ou lento.
  • Uma sensação pode ser quente ou fria, tensa ou leve, estática ou pulsante.

Esses detalhes — que parecem bobos — têm impacto direto sobre como você sente e reage a uma lembrança, pensamento ou crença.

Agora pensa comigo: se uma imagem mental de fracasso está grande, colorida e muito próxima, isso ativa uma resposta emocional forte, certo? Por outro lado, e se você mentalmente diminuir a imagem, tirar as cores, afastá-la e deixá-la desfocada? A emoção associada muda. E esse é o ponto: você pode editar sua experiência interna.

Isso significa que os pensamentos sabotadores podem ser literalmente enfraquecidos ao mexer nas submodalidades mentais — e, por consequência, você se liberta do peso emocional que eles trazem.

E o contrário também é verdadeiro: você pode intensificar lembranças de sucesso, segurança e autoconfiança, reforçando novas neural connections positive.

4. Técnicas de PNL que ajudam a quebrar o ciclo sabotador

Agora que você já entendeu como a linguagem, as crenças e as submodalidades atuam, vamos às ferramentas práticas. A PNL oferece diversas técnicas para interromper padrões de autossabotagem e instalar novos comportamentos mais alinhados com seus objetivos. Algumas das mais eficazes:

  • Swish Pattern: reprograma comportamentos automáticos, substituindo uma imagem interna sabotadora por uma imagem fortalecedora.
  • Linha do tempo: usada para ressignificar eventos do passado que ainda impactam seu presente de forma negativa.
  • Modelagem: técnica que permite identificar e replicar padrões mentais e comportamentais de pessoas que já conquistaram o que você deseja.
  • Ancoragem emocional: cria gatilhos internos para acessar estados emocionais positivos sempre que necessário.

Essas técnicas, quando aplicadas com regularidade, vão reestruturando sua mente de dentro para fora. Sendo assim, aos poucos, a autossabotagem perde a força — porque o seu sistema interno começa a operar em uma nova frequência: a da autoconfiança, da ação e da coerência com o que você quer construir.

Psicologia Positiva: Cultivando uma Mentalidade de Crescimento

Enquanto a PNL foca em reprogramar padrões mentais, a Psicologia Positiva nos ensina a focar no que funciona, no que temos de melhor, nas nossas forças e virtudes.

Do foco no problema para o foco na solução

Pessoas autossabotadoras tendem a olhar para o que deu errado. Em contrapartida, a Psicologia Positiva propõe o contrário: observar o que está dando certo, por menor que seja. Esse simples ajuste de foco aumenta a autoestima e a motivação.

Emoções positivas e gratidão

Você sabia que emoções como happiness, gratidão, serenidade e inspiração aumentam sua capacidade cognitiva e sua resiliência emocional? Ao cultivá-las intencionalmente, você cria um ambiente mental mais fértil para mudanças positivas.

Neuroplasticidade: seu cérebro está a seu favor

A ciência já comprovou que o cérebro é plástico — ou seja, pode mudar, se adaptar, se reconfigurar. Quanto mais você pratica novos pensamentos e hábitos saudáveis, mais fortes eles se tornam. Isso vale tanto para pensamentos positivos quanto para autossabotagem. Por isso, a prática constante é o segredo.

Mindfulness: A atenção plena como ferramenta de consciência

Se a autossabotagem é automática, o mindfulness é o antídoto. Dessa forma, ele te convida a estar presente, observar seus pensamentos sem se identificar com eles, e escolher uma resposta mais consciente em vez de agir no piloto automático.

Reconhecendo os gatilhos no momento presente

Quando você pratica a atenção plena, começa a perceber exatamente quando aquele pensamento sabotador surge — e pode escolher não se agarrar a ele. Assim, você se torna um protagonista, e não mais uma vítima da sua mente.

A ponte entre emoção e ação

Da mesma forma, ao se conectar com o agora, você cria um espaço entre o impulso e a ação. Esse espaço é onde mora a liberdade de escolha. O mindfulness te devolve esse poder.

Como praticar mindfulness de forma simples

  • Respire conscientemente por 1 minuto.
  • Observe seus pensamentos sem tentar mudá-los.
  • Foque nos cinco sentidos durante uma atividade comum (comer, caminhar, tomar banho).

THE prática diária, mesmo que curta, tem efeito acumulativo. E cada vez que você escolhe a presença, enfraquece o padrão da autossabotagem.

5 Passos Práticos para Vencer a Autossabotagem

Agora que você entendeu as bases, vamos ao plano de ação. Aqui estão cinco passos práticos que unem PNL, Psicologia Positiva e Mindfulness para te ajudar a sair do ciclo sabotador:

1. Identifique seus gatilhos

Observe em que momentos você tende a se boicotar. É ao iniciar algo novo? Quando está perto de alcançar uma meta? Dessa forma, entender o quando e o porquê já é metade do caminho.

2. Resgate sua autoimagem

Use afirmações positivas, visualizações e lembre-se de momentos em que você foi capaz. Crie uma versão de si mesmo que você deseja alimentar — e se conecte com ela todos os dias.

3. Substitua padrões limitantes

Sempre que identificar um pensamento sabotador, questione: Isso é verdade? Isso me fortalece ou me enfraquece? A partir disso, escolha uma nova frase, mais positiva e construtiva.

4. Crie pequenas vitórias

Comece pequeno, mas com consistência. Cada passo dado é uma prova de que você é capaz. Dessa forma, você aumenta sua confiança e desarma a autossabotagem.

5. Celebre o progresso

Reconheça suas conquistas, por menores que pareçam. Celebrar reforça o hábito. E reforçar o hábito fortalece o novo padrão.

In short…

Vencer a autossabotagem é, acima de tudo, uma jornada de autocompaixão. É deixar de ser refém do medo, da dúvida e da autocrítica — e escolher ser protagonista da própria história.

Com as ferramentas certas — como a PNL, a Psicologia Positiva e o Mindfulness — você pode romper com os padrões que te prendem e construir um novo caminho. Um caminho de mais coragem, consciência e autenticidade.

Lembre-se: o primeiro passo é estar desperto. O segundo é agir. E se você chegou até aqui, o despertar já começou.

Vamos juntos nessa?

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O ciclo da autossabotagem: Por que repetimos atitudes que destroem nossos relacionamentos e nos fazem sofrer – Stanley Rosner (Autor), Patricia Hermes (Autor), Eduardo Rieche (Tradutor)


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Image: Freepik

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